22 de nov de 2008

O ciclo de leituras continua.

Pedro Murari e Luana Serni

Postei algumas fotos das duas primeiras leituras no Flickr. Para vê-las basta acessar o link aí do lado. Em breve teremos vídeos também.

Dia 25 de novembro é a a hora e a vez de Marcos Gomes e Paula Chagas Autran: "Mariposas não sobrevoam lâmpadas halógenas".

A PEÇA
“Mariposas não sobrevoam lâmpadas halógenas” é um texto divido em duas partes e escrito a quatro mãos pelo casal Marcos Gomes e Paula Chagas Autran. A peça foi encenada pela primeira vez recentemente na tenda DramaMix durante as Satyrianas 2008 com a direção dos autores e Silvio Restiffe e Silvia Faro no elenco.

Silvio Restiffe e Silvia Faro

SOBRE OS AUTORES
Marcos Gomes é formado em Ciências Sociais, na PUC de São Paulo, e leva sua formação paralela ao teatro para as peças que escreve. Teve levadas à cena: “A Bola da Vez”, “O Pronunciamento”, “O Mistério de Charles” e “B.O.”. Adaptou para o teatro contos de I.L. Peretz, projeto ganhador do 1º prêmio do Centro da Cultura Judaica de Montagens Teatrais. Todas as suas peças investigam diferentes linguagens cênicas- suspense, crônica urbana, HQ, entre outras. Em sua breve trajetória como dramaturgo -escreve peças há cinco anos- já ganhou dois prêmios de dramaturgia: 3º lugar no concurso nacional de dramaturgia Seleção Brasil em Cena e 1º lugar no Concurso Estadual de Cenas Curtas promovido pelo Educandário Dom Duarte. É Integrante da Cia dos Dramaturgos e do Teatro da Curva.

Paula Chagas Autran, 32 anos, é jornalista, historiadora e dramaturga. É colaboradora do jornal O Estado de São Paulo, entre outros. Em 2004 lançou o livro Peças, com textos teatrais, dos quais quatro já foram encenados. Atualmente é coordenadora do centro de dramaturgia contemporânea da Casa das Rosas, órgão da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo e é integrante da Cia dos Dramaturgos. É co-roteirista do curta-metragem “A Profecia da Lu”, com direção de Lico Queirós. E do longa-metragem “Mundo Animal”, com direção de Ivan Feijó, em fase de filmagem.

Mais informações sobre os autores nos sites www.paulachagas.com.br e www.ciadosdramaturgos.blogspot.com

NOTÍVAGOS DRAMÁTICOS!

“Mariposas não sobrevoam lâmpadas halógenas”
de Marcos Gomes e Paula Chagas Autran
Terça, 25 de novembro, 20:30hs
Bar Valentino
Rua Costa Leite, 1439
ENTRADA FRANCA!

14 de nov de 2008

Teatro, boteco e música

A estréia do ciclo de leituras foi um sucesso.

Erick de Barros abrindo a noite com a leitura do poema "Ela veio da Paraíba com 2 libras" de Mário Bortolotto

Só não tem mais fotos por enquanto porque a Biu ainda não me passou. Tem até uns vídeos. Assim que chegarem eu posto.

E na próxima terça continua, desta vez com "Algo no jeito como ela se move" do Paulo F.

A PEÇA
Ricardo acabou de se descobrir apaixonado por Sky, que tem um segredo e prefere não se envolver com ninguém. Edgard e Amanda vivem reclamando de não conseguirem alguém de quem gostar, mas não percebem que são feitos um para o outro. Dee e Mila estão sempre prontos para ajudar todos os amigos. Todos são fãs do livro de Fitz, que acha que é o dono do mundo. Ao contrário de Manches, que já vagou pelo mundo, mas não consegue terminar de escrever sua primeira obra. E enquanto Edgard e Amanda tentam encontra a pessoa certa, Mila descobre que é mais agradável ter um escritor como Fitz na sua estante do que na sua sala de estar, Dee vai colocar a trilha sonora, Ricardo vai tentar descobrir o que é que tanto o encanta numa garota problema como Sky e Manches, de trás do seu balcão, vai observar a tudo lembrando da época em que o amor era tão fácil e delicioso como uma bebida gelada numa noite quente.
Algo no jeito como ela se move é uma comédia romântica, uma canção de amor para corações que, apesar de despedaçados e pisoteados, têm no fundo um misto de esperança e medo que os faz seguir em busca desse ideal onírico mais conhecido como amor. Jovens que perambulam por ruas mal iluminadas na madrugada de São Paulo em busca de algo que os arremesse para longe do ideal de sucesso, realização, dinheiro e bem-estar — ideais tão utópicos que deixam na mente daqueles que ainda estão despertando para a vida uma assustadora sensação de impotência e confusão. Caminhando por ruas infectadas de podridões, indecências e transgressões, escond em em seus interiores um afeto, umam elancolia e uma doçura que somos incapazes de entender.
Algo no jeito desses jovens viverem, procurando qualquer coisa que os deixem atrelados ao chão, comprando referências que moldem suas personalidades em lojas de discos, lotando cinemas alternativos em busca de um sentido para viver. O bombardeio de numerosas culturas estrangeiras, a liberação sexual grande demais para se entender, a cultura dos bares, dos clubes, a rapidez dos amores e a velocidade estroboscópica de sua experiências é o principal centro de atenção dessa peça. Uma história sem intenção de denúncia, sem julgamento de valores, apresentando-se como uma crônica de uma geração que, mesmo com suas câmeras digitais, blogs e fotologs, não está preocupada em deixar sua existência registrada, pois o mais importante é viver e experimentar, apesar de todos os riscos, transpondo todas as fronteiras.
Os personagens são jovens reais, de 18 a 25 anos. Jovens em corpo e espírito: impetuosos, boêmios, românticos, que estudam, trabalham, vivem amores, desilusões, procuram respostas ou simplesmente se deixam achar por elas. Não são vítimas nem culpados, nem bons nem maus. São pessoas reais, crianças nos corpos de adultos, sendo obrigados a sobreviver e encontrar um caminho, a levantar a cabeça acima do mar de mediocridade que insiste em tragá-los, buscando um último respiro de liberdade antes que o afogamento seja inevitável.

SOBRE O AUTOR E SEU GRUPO
Paulo F. nasceu em São Paulo em 1980, escreveu diversas peças teatrais, roteiros, contos e um romance. É formado em Roteiro e Produção Editorial pela Anhembi-Morumbi. É um dos idealizadores da revista MURO - www.revistamuro.kit.net. Lançou, em 2005, o livro de contos "Sobre o Infinitivo”. Mantém no ar o blog pediadeus.blogspot.com
A MURO companhia teatral surgiu em 2006, na contramão da atual produção teatral dita "alternativa" em São Paulo. O grupo busca um teatro de fácil assimilação, a preços populares, abrindo caminhos para a nova dramaturgia contemporânea e proporcionando momentos de diversão, entretenimento e reflexão para crianças, jovens e adultos que não têm o hábito de freqüentar teatros.
O espetáculo de estréia da companhia, “Algo no Jeito Como Ela se Move” de Paulo F., foi contemplado pelo Programa VAI da Prefeitura de São Paulo, em 2007. Em 2008, mais dois espetáculos já foram produzidos: o infantil “O Livro dos Sonhos”, apresentado dentro da Semana Britânica da Cultura Inglesa, em setembro; e “São de Cera as Luzes da Cidade” de Paulo F., comédia dramática e musical inspirada nas canções do músico gaúcho Nei Lisboa, que cumpriu temporada no Teatro Ruth Escobar de 12 de setembro a 02 de novembro do mesmo ano. Mais dois projetos da Cia estão em andamento: “Sobre como não aprendi a voar”, texto e direção de Paulo F., e “Desertos”, com texto de Paulo F. e direção de Mário Bortolotto, ambos previstos para 2009.


NOTÍVAGOS DRAMÁTICOS!

“Algo no jeito como ela se move”, de Paulo F.
Terça, 18 de novembro, 20:30hs
Bar Valentino
Rua Costa Leite, 1439
ENTRADA FRANCA!

10 de nov de 2008

Começa nesta terça...




“Notívagos Dramáticos!”
Ciclo de textos contemporâneos no Valentino.


A partir do dia 11 de novembro o elenco da Quadrilha de Teatro Notívagos Burlescos estará todas as terças no bar Valentino realizando leituras dramáticas de autores contemporâneos. A iniciativa do grupo visa difundir autores ainda não encenados na cidade e pouco conhecidos pelo público botucatuense. Serão cinco apresentações com textos dos autores Mário Bortolotto, Paulo F., Marcos Gomes, Paula Chagas Autran, João Fábio Cabral e Sérgio Mello. As leituras terão o acompanhamento dos participantes da Oficina de Trilha Sonora e Sonoplastia que em seguida entra em cena como o Bando Musical dos Notívagos Burlescos para fechar a noite com muito rock and roll.

A Estréia
“Getsêmani”, de Mário Bortolotto abre o ciclo de leituras contando a história de uma estranha quadrilha que sequestra um editor de livros de auto-ajuda, com o objetivo de obrigá-lo a mudar a linha editorial e publicar obras de autores como Matsuô Bashô, Arthur Rimbaud, Jack Kerouac, John Keats e Charles Bukowski.
Dramaturgo de personagens à margem da sociedade, o londrinense Mário Bortolotto é o representante contemporâneo mais próximo ao universo do autor Plínio Marcos, de linguagem cáustica e direta. Com produção vasta e constante, Bortolotto marca presença no teatro paulista a partir de meados dos anos 90. Além de dramaturgo, ator, diretor e iluminador, Bortolotto também escreveu romances (“Mamãe não voltou do supermercado” e “Bagana na chuva”) e canta nas bandas “Saco de Ratos” e “Tempo Instável”, cujo primeiro CD acaba de sair pela Gabaju Records. Para conhecer mais sobre o seu trabalho visite o blog: atirenodramaturgo.zip.net


NOTÍVAGOS DRAMÁTICOS!

“Getsêmani” de Mário Bortolotto
Terça, 11 de novembro, 20:30hs
Bar Valentino
Rua Costa Leite, 1439
ENTRADA FRANCA!

... e vai ao ar hoje.



Giovanni Delgado, Sheyla Coelho, fundadora dos Notívagos Burlescos, a cientista Maria Cristina Abdalla e Marcelo Tas nas gravações de "O discreto charme das partículas elementares”, que vai ao ar na TV Cultura hoje, dia 10 de novembro, às 19:30hs.

3 de nov de 2008

Notívagos Dramáticos!

Semana que vem os Notívagos Burlescos estão de volta na área.

Vai começar em Botucatu o nosso ciclo de leituras dramáticas: "Notívagos Dramáticos!". Serão cinco semanas com textos de Mário Bortolotto, Paulo F., Marcos Gomes, Paula Chagas Autran, João Fábio Cabral e Sérgio Mello.

Todas as leituras terão acompanhamento do pessoal da Oficina de Trilha Sonora que na sequência une seus anéis mágicos e se transforma no Bando Musical dos Notívagos Burlescos pra fazer um som.

Hoje e amanhã temos ensaios dos dois primeiros textos, "Getsêmani" do Mário Bortolotto e "Algo no jeito que ela se move" do Paulo F.