19 de set. de 2008

Ensaios por aí

Em função da Feira do Livro ocupar o Espaço Cultural toda essa semana, temos realizados ensaios itinerantes da peça "Mirabelli".

Terça-feira ensaiamos no pátio da E.E. Cardoso de Almeida, escola inclusive onde estudou Mirabelli no final do século retrasado. Apesar do frio e do vento característico das noites de inverno de Botucatu, deu tudo certo.


Quarta e quinta ensaiamos no Centro Cultural Botucatu, já com os banquinhos que serão utilizados na montagens e que são um apoio cultural de Bilhares Divander daqui de Botucatu. Aliás, é bem cara do nosso grupo. Ser apoiado por uma fábrica de mesa de bilhar. E os caras não são fracos, não. Fabricam, alugam, vendem e fazem manutenção. Eu até estou pensando em alugar uma no fim do ano. Se você também estiver interessado é só visitar a loja deles na Rua João Passos, 1573. Se quiser ligar pra saber os valores anota aí: 3881-0015.

Hoje devem começar a circular os cartazes e no começo da semana que vem a arte dos programas deve estar na gráfica.




Faltam 12 dias para a estréia.

12 de set. de 2008

Correria

Como estamos no corre pra estréia de "Mirabelli", nem deu tempo de postar fotos da apresentação da "Ana Rosa" no Circo de Teatro Tubinho antes.



Postarei mais algumas no fotolog da peça. Assim que possível, claro.

Os ensaios de "Mirabelli" estão intensos e a peça está começando a ficar com cara de alguma coisa. O pessoal da Oficina de Trilha Sonora e Sonoplastia também já está colocando a mão na massa e essa semana até já saiu um tema musical para a peça.

Faltam 18 dias para a estréia.

3 de set. de 2008

ANA ROSA E OFICINAS

Hoje tem "Ana Rosa" e "Eu sei de tudo!" no Circo do Tubinho!


Daqui a pouco gravamos uma matéria para o Jornal da Record que deve ir ao ar às 19 horas, logo antes da apresentação.

E a Oficina de Trilha Sonora e Sonoplastia começou ontem. Ainda dá tempo de participar. É só entrar em contato ou aparecer lá na Espaço Cultural terça que vem, dia 9.

21 de ago. de 2008

O RETORNO!

Tinha um lance muito legal que rolava aqui em Botucatu que era o Criando a Cena. Era uma mostra de cenas de até cinco minutos. Todos os grupos de teatro de Botucatu podiam participar, até quem não tinha grupo. E a gente sempre convidava alguém pra trocar umas idéias com os participantes depois das apresentações. Tivemos o privilégio de bater um papo sobre os trabalhos com muita gente de responsa e bacana como Carlos Ribeiro, Luis Laranjeiras, Grabriela Rabelo, Cauê Mattos, Sérgio Brito e Humberto Magnani.

Mimi Tortorella e João Alves no II Criando a Cena realizado no Teatro Gino Carbonari.


O Humberto Magnani participou da última edição da mostra que foi realizada em 2006 no Circo de Teatro Tubinho, que fazia sua primeira temporada em nossa cidade. Na ocasião apresentamos “Iracema”, uma cena que tirava um sarro desses grupo$ de teatro que se dedicam a fazer adaptações de livros que caem no vestibular.

Humberto Magnani, eu barbudo, Isis Ramanzini, Diane Dierckx com um corte "joãozinho", Thaís Liguori, Julio "Peru" Cesar Gobo procurando alguma coisa lá atrás e Mimi Tortorella.


Agora, dois anos depois, estaremos de volta. Não, o Criando a Cena não vai voltar. A Quadrilha de Teatro Notívagos Burlescos é que voltará a pisar no palco do Circo de Teatro Tubinho no dia três de setembro de 2008 para apresentar a peça “Ana Rosa”.

Luan Victor e Pedro Murari em "Ana Rosa".


E de lambuja vamos levar também a cena “Eu sei de tudo!” que o pessoal do Núcleo de Improviso apresentou no “Ativar!!!” no começo de agosto e fez o maior sucesso.

Giovanna Fogaça na cena "Eu sei de tudo!".

Anote aí e não se esqueça:

ANA ROSA

Circo de Teatro Tubinho - Avenida Paula Vieira, em frente ao Curtume Pioneiro.

03 de setembro, 20hs30min

ENTRADA FRANCA

20 de ago. de 2008

Retomando Mirabelli

A primeira reunião de retomada dos ensaios de "Mirabelli" rolou ontem e o iglu 15 ficou pequeno. Confimando minhas espectativas do post anterior, o elenco está bem maior. Haja banquinhos de madeira!

19 de ago. de 2008

Repercussão

A reestréia de "Ana Rosa" foi perfeita! Casa lotada!

Essa matéria abaixo saiu no Diário da Serra nesse domingo. Não está assinada, mas acredito que foi escrita pelo Renato Fernandes.



Em breve anunciaremos mais apresentações!

E hoje retomamos os ensaios de Mirabelli. O elenco deve aumentar consideravelmente com a entrada de um pessoal das oficinas. Vai ser puxado esse um mês e pouco até a estréia.

14 de ago. de 2008

É hoje! ANA ROSA



OS FATOS
No ano de 1885 um crime passional comove os habitantes de Botucatu e entra para a história da cidade. A jovem Ana Rosa é assassinada com requintes de crueldade pelo próprio marido, Francisco Carvalho Bastos, conhecido como Chicuta. No local do uxoricídio foi então construída uma capela, que depois de alguns anos tornou-se famosa na região pelas histórias de milagres e graças alcançadas contadas pelos fiéis. O fato inspirou livros, melodramas de circos populares, modas de viola e quase foi transformado em filme por uma companhia cinematográfica nos anos 40.
A capela, apesar do abandono, ainda resiste. Hoje já faz parte da área urbana da cidade, cercada por um conjunto habitacional, o Quartel do Tiro de Guerra e a Garagem Municipal. No entanto, todos os anos pessoas de diversos estados, quando passam por Botucatu, não deixam de visitar a Capela de Ana Rosa. Seu túmulo no Cemitério Portal das Cruzes é o mais visitado no dia de finados, ficando totalmente coberto de flores depositadas por seus devotos.
Reunindo realidade e lenda, ceticismo e religiosidade, amor e violência, a tragédia de Ana Rosa ganhou várias versões e variações.
A PEÇA
O processo de montagem da peça “Ana Rosa” teve início em março de 2005 com a pesquisa e estudo de textos, músicas, livros e reportagens. Tendo como base os frutos deste trabalho, algumas cenas foram criadas pelos atores do Núcleo de Improviso da Quadrilha de Teatro Notívagos Burlescos. Com as cenas já criadas uma dramaturgia foi desenvolvida, resultando no texto final que estreou em setembro de 2006.O grupo agora reestréia a peça com um novo elenco formado em sua maioria por participantes da Oficina de Iniciação de 2007.

A ENCENAÇÃO
A proposta da Quadrilha de Teatro Notívagos Burlescos de contar a história de Ana Rosa não tem cunho religioso ou melodramático e também não procura ser mais um espetáculo exclusivamente de cultura popular. Presente em diversas comunidades brasileiras, a devoção aos santos não-canônicos envolve processos sociais e de comunicação que revelam os sentimentos e a cultura de um povo. A encenação buscará retratar esse fenômeno social e seus desdobramentos. As versões de devotos e céticos serão mostradas no palco, sem que o partido de qualquer uma delas seja tomado, propondo que o espectador, ao fim do espetáculo, faça suas reflexões e tire suas próprias conclusões.
Para que esse distanciamento seja possível, buscamos inspiração no Sistema Coringa criado no Teatro de Arena, onde atores e atrizes representam indiferentemente personagens masculinos e femininos, interpretando a totalidade da peça e não apenas um dos participantes do conflito.Os atores, trajando um figurino básico, alternarão entre si os personagens lançando mão de um ou dois adereços e a utilização de uma máscara; não a máscara tradicional, mas sim um conjunto de ações, reações e aspectos corporais das personagens.

PROJETO “TRILOGIA DA FÉ”

Através da montagem de espetáculos teatrais sobre a vida de três personagens históricos de Botucatu, a Quadrilha de Teatro Notívagos Burlescos pretende resgatar, preservar e divulgar um patrimônio histórico e aspectos da cultural local. As trajetórias da santa não-canônica Ana Rosa, do médium Carmine Mirabelli e do frei Fidélis possuem elementos de realidade e lenda, misticismo e religiosidade, ceticismo e fé, que envolvem processos sociais e de comunicação que revelam os sentimentos e a cultura de um povo



ANA ROSA

Direção e Iluminação Robert Coelho
Trilha Sonora Fernando Vasques
Cenografia e Figurinos O grupo
Elenco Andréa Morato, Débora Lopes, Diane Dierckx, Erick de Barros, Fernando Vasques, Giovanna Fogaça, Luan Victor, Luana Prestes, Luana Serni, Lucca Ignácio, Miriam Bassetto, Pedro Murari e Rafael dos Santos.

DIA 14 DE AGOSTO, 20hs30min
TEATRO MUNICIPAL CAMILLO FERNANDEZ DINUCCI
ENTRADA FRANCA

12 de ago. de 2008

Grande mistérios do Orkut

Fiz um flyer virtual para divulgar a reestréia da Ana Rosa nos recados do Orkut, mas o site informou que o serviço não está disponível no momento e pediu que eu tentasse mais tarde. "Bad, bad server. No doughnut for you."

11 de ago. de 2008

Ensaio no teatro

Quinta-feira passada estava programado para ensaiarmos "Ana Rosa" no palco do Municipal. Em função da forte chuva que caiu minutos antes do horário marcado algumas pessoas não puderam chegar a tempo e outras nem chegaram. Passamos todas as marcações possíveis e aproveitamos para fazer algumas fotos de divulgação.

Miriam Basseto e Rafael "X" dos Santos como Ana Rosa e Chicuta. Ao fundo, Fernando "JC" com sua viola, Luan Victor, Giovanna Fogaça escondida atrás da mão do X, Lucca Ignácio escondido atrás do X e Diane Dierckx.


Débora Lopes como Ana Rosa. Ao fundo Jc com sua viola novamente, Lucca escondido (de novo!) e o X.


Luana Prestes e Giovanna Fogaça como Ana Rosa e Dona Lousada.

Postei outras no fotolog da peça cujo link pode ser encontrado aí do lado. Postei inclusive umas do trailer que rolou no "Ativar!!!".

Lembrando:

ANA ROSA
14 de agosto, 20hs30min
Teatro Municipal Camillo Fernandez Dinucci
ENTRADA FRANCA

6 de ago. de 2008

Primeiras imagens

Chegou a primeira leva de fotos da apresentação de sábado. Essas são da Patrícia Fiorelli, a quem gentilmente agradecemos pelo registro. Ainda vou passar as mais bacanas para o Flickr. Por enquanto fiquem aí com um aperativo de cada cena:



A tradicional caminhada inicial, ainda no seu primeiro estágio "Relaxem o corpo".



Trailer da peça "Ana Rosa" que reestréia na semana que vem, dia 14. Na foto: Luana Serni, Andrea Morato e Miriam Bassetto no Cabaré da Fortunata e Lucca Ignácio pagando de ator neutro ao fundo.



Prisão, cena da peça Mirabelli. Fernanda "Bobby" Ribeiro mandando ver de guarda.



Murilo Andrade, Deise "Neca" Paz, Fábio "Meninão" Machado, Luana Serni, Mariane Destefani e Fernanda "Bobby" Ribeiro como os cidadãos revoltados de "A triste história de Miseriópolis".



Beatriz Sales, Mayara Gomes e Luana Prestes nos "Dez mandamentos". Ao fundo, Rogerinho Catarino e Juliana Spadot, meio fantasmas.



Débora Lopes e Erick de Barros na cena "Fazenda" da peça Mirabelli.



Carol Galvani e sua hilária empregada em "Eu sei de tudo!"



Danilo Batista e Alessandra Daré em "Esta estátua é tua"



E, finalmente, o time de improvisadores que encararam o "Enquanto isso...": Fernando "JC" Vasques, Juliana Spadot, Rafael "X" dos Santos, Renan Lushon, Vinícius Gil e Sérgio Viana.

4 de ago. de 2008

Ativado!

A apresentação do sábado foi fantástica.

Teatro lotado. Aplausos em cena aberta.

Mas também... Com um elenco desses no palco fica fácil, né?

2 de ago. de 2008

É HOJE!

NOTÍVAGOS BURLESCOS: ATIVAR!!!

É com grata satisfação que a Quadrilha de Teatro Notívagos Burlescos em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura de Botucatu conclui mais um ciclo de oficinas do projeto “Trilogia da Fé”. Desde o início de março cerca de sessenta pessoas freqüentaram o iglu número 15 do Espaço Cultural Dr. Antônio Gabriel Marão e o Centro Cultural de Botucatu, participando da Oficina de Iniciação, do Núcleo de Improviso e do Núcleo de Montagem.
A Oficina de Iniciação é a porta de entrada para os novatos, através de jogos e exercícios de introdução à linguagem cênica que despertam nos participantes as primeiras noções de como comunicar uma idéia através do teatro. As duas cenas apresentadas por essa turma, “A triste história de Miseriópolis” e “Esta estátua é tua”, foram criadas partindo de temas discutidos e sugeridos pelos próprios participantes.
O Núcleo de Montagem se dividiu em duas frentes para a remontagem de “Ana Rosa” e a montagem de “Mirabelli”. Duas cenas da peça do polêmico médium e um trailer da peça da santa não-canônica de Botucatu serão apresentados hoje.
Da prática e das discussões do Núcleo de Improviso surgiram dez mandamentos básicos que serão compartilhados com o público hoje através de uma cena didática. O Núcleo apresentará também uma cena criada nos encontros, “Eu sei de tudo!”, e o jogo de improviso “Enquanto isso...”, que contará com a participação do público sugerindo dados para o desenvolvimento de uma cena.

ELENCO:

TRAILER “ANA ROSA
Andrea Morato, Débora Lopes, Diane Dierckx, Erick de Barros, Fernando “JC” Vasques, Giovanna Fogaça, Luan Victor, Luana Serni, Lucca Ignácio, Luana Prestes, Miriam Bassetto, Pedro Murari, Rafael “X” dos Santos

PRISÃO
Diane Dierckx (Mirabelli), Giovanna Fogaça (Preso 1), Luana Prestes (Preso 2), Murilo Andrade (Preso 3), Andrea Morato (Delegado), Fernanda “Bobby” Ribeiro (Guarda).

A TRISTE HISTÓRIA DE MISERIÓPOLIS
Rafael “X” dos Santos (Coveiro), Luan Victor (Padre),Nayara Gonçalves (Delegada), Renan Lushon (Prefeito), Deise “Neca” Paz (Cidadão 1), Fábio Machado (Cidadão 2), Luana Serni (Cidadão 3), Mariane Destefani (Cidadão 4), Sérgio Viana (Padeiro) e Núcleo de Improviso (Cidadãos revoltados).

DEZ MANDAMENTOS
Beatriz Sales, Danilo, Juliana Spadot, Luana Prestes, Mayara Gomes, Miriam Bassetto, Rogerinhu Catarino.

FAZENDA
Fernando “JC” Vasques (Tonho), Beatriz Figueroa (Maria), Débora Lopes (Lurdinha), Erick de Barros (Zé), Rafael “X” dos Santos (Chico).

EU SEI DE TUDO!
Renan Lushon, Lucca Ignácio, Ericka Delforge, Luan Victor, Sérgio Vianna, Murilo Andrade, Giovanna Fogaça, Carol Galvani, Luana Serni e Fábio Machado.

ESTA ESTÁTUA É TUA
Danilo Batista (Prefeito), Eliel Guilhen (Assessor), Alessandra Daré (Mulher), Lucca Ignácio (Homem), Lorena Mijiolaro (Senhora), Núcleo de Improviso (Povo).

ENQUANTO ISSO...
Fernando “JC” Vasques, Juliana Spadot, Rafael “X” dos Santos, Renan Lushon, Sérgio Viana, Vinícius Gil.

DIREÇÃO E TRILHA SONORA
Robert Coelho

OPERAÇÃO DE LUZ
Camila Fernandes e Tainá Sauer


NOTÍVAGOS BURLESCOS: ATIVAR!!!
ONDE:Teatro Municipal Camillo Fernandez Dinucci, Botucatu
QUANDO: Hoje, 02 de agosto, 20hs30min
QUANTO: Nada! Entrada franca!

1 de ago. de 2008

Dez Mandamentos

No "Ativar!!!" do ano passado apresentamos uma cena didática da Oficina de Iluminação que recebeu muitos elogios e comentários. Muita gente gostou de entender um pouco melhor como a luz pode ser usada no palco.

Pensando nisso resolvemos incluir uma cena didática neste "Ativar!!!" também e desta vez sobre algumas considerações que surgiram nos encontros do Núcleo de Improviso. "Os dez mandamentos básicos do improviso" serão apresentados neste sábado e vocês vão entender que para uma jogo de improviso funcionar não basta sair dizendo tudo que vem na cabeça.

Os mandamentos básicos que serão mostrados são os seguintes:

01) QUEM? O QUE? ONDE?
02) Proponha e aceite as propostas.
03) Não rejeite a proposta! Faça uma contraproposta.
04) Uma fala de cada vez.
05) Evite perguntas.
06) Mantenha a ação, mas não foque o diálogo nela.
07) Nem tudo são palavras.
08) Seja específico! Pense nos detalhes.
09) Mudanças.
10) Entre e saia de cena com objetivos.


Na foto o pessoal da cena: Bia, Miriam, Juliana, Luana, Mayara e Danilo. O Rogerinho também participa desta, mas o cabeção faltou nesse ensaio.

30 de jul. de 2008

Na prisão e na fazenda

Na mostra de cenas "Notívagos Burlescos: Ativar!!!" também estaremos apresentando duas cenas de "Mirabelli", segunda peça da Trilogia da Fé, que estréia em outubro. As duas cenas mostram um pouco das repercussões que os misteriosos fenômenos do médium lhe renderam.

Durante toda sua vida Mirabelli teve problemas com as autoridades, chegando inclusive a ser preso algumas vezes. Conta-se que em uma dessas ocasiões ele aceitou o desafio de um delegado para provar a veracidade dos seus poderes. A primeira cena fala justamente sobre essa situação.

Na foto: Andrea Morato, Diane Dierckx, Giovanna Fogaça e Luana Prestes.

A segunda cena mostra as impressões dos funcionários de uma fazenda onde Mirabelli promoveu verdadeiras sessões de terror durante sua estadia. Dessa fico devendo a foto. Se pá na sexta devo ter alguma.


Só pra lembrar:

NOTÍVAGOS BURLESCOS: ATIVAR!!!
Sábado, 02 de Agosto, 20hs30min
Teatro Municipal Camillo Fernandez Dinucci, Botucatu
Entrada franca!

28 de jul. de 2008

Enquanto isso na sala de justiça...

Neste "Ativar!!!" o Núcleo de Improviso além de apresentar duas cenas que foram criadas nos encontros ("Eu sei de tudo!", que comentei no último post, e "Os dez mandamentos básicos do improviso") também apresentará um jogo de improviso: "Enquanto isso".

As cenas serão totalmente improvisadas, sem nenhuma combinação prévia e tudo vai partir de algumas sugestões da platéia, que também escolherá as duplas que participarão. Nesta sexta estivemos praticando a dinâmica do jogo e tivemos momentos simplesmente hilariantes. O improviso é uma caixinha de surpresas, portanto aguardemos pelo que Rafael "X", Fernando "JC", Renan, Vinícius, Juliana, Sérgio e suas mentes insanas nos reservam.

Na foto aí em baixo, X e JC num "Enquanto Isso" dos vários que fizemos na sexta.



As duas últimas semanas também foram de ensaios diários da remontagem de "Crônicas de um assassino crônico" com o João. Levantamos praticamente toda peça. Agora, além de lapidar o que temos, é só resolver questões técnicas da trilha, luz e adereços. Como não temos estréia marcada e nem nada, vamos com calma por que devagar se chega em algum lugar.

25 de jul. de 2008

"Eu sei de tudo!"



Uma das cenas que será apresentada pelo Núcleo de Improviso na conclusão das oficinas foi inspirada na crônica "Brincadeira" do Luis Fernando Veríssimo. Digo inspirada por que desenvolvemos a idéia do trote inicial no jogo do rodízio, onde os atores se revezam no palco para improvisar uma cena. A nossa brincadeira acabou resultando uma cena muito engraçada com vários telefonemas e conversas atravessadas que agora está sendo organizada nos ensaios. Na foto: Sérgio, Fernando "JC", Murilo, Renan e Rafael "X" na parte de cima. E Erika, Carol, Giovanna, Luan e Luana na parte de baixo.

Dê uma lida na crônica e no dia dois de agosto vá conferir a confusão que nós armamos:


BRINCADEIRA

Começou como uma brincadeira. Telefonou para um conhecido e disse:
- Eu sei de tudo.
Depois de um silêncio, o outro disse:
- Como é que você soube?
- Não interessa. Sei de tudo.
- Me faz um favor. Não espalha.
- Vou pensar.
- Por amor de Deus.
- Está bem. Mas olhe lá, hein?
Descobriu que tinha poder sobre as pessoas.
- Sei de tudo.
- Co-como?
- Sei de tudo.
- Tudo o quê?
- Você sabe.
- Mas é impossível. Como é que você descobriu?
A reação das pessoas variava. Algumas perguntavam em seguida:
- Alguém mais sabe?
Outras se tornavam agressivas:
- Está bem, você sabe. E daí?
- Daí, nada. Só queria que você soubesse que eu sei.
- Se você contar pra alguém, eu...
- Depende de você.
- De mim, como?
- Se você andar na linha eu não conto.
- Certo.
Uma vez, parecia ter encontrado um inocente.
- Eu sei de tudo.
- Tudo o quê?
- Você sabe.
- Não sei. O que é que você sabe?
- Não se faça de inocente.
- Mas eu realmente não sei.
- Vem com essa.
- Você não sabe de nada.
- Ah, quer dizer que existe alguma coisa para saber, mas eu é que não sei o que é?
- Não existe nada.
- Olha que eu vou espalhar...
- Pode espalhar que é mentira.
- Como é que você sabe o que eu vou espalhar?
- Qualquer coisa que você espalhar será mentira.
- Está bem. Vou espalhar.
Mas dali a pouco veio um telefonema.
- Escute, estive pensando melhor. Não espalha nada sobre aquilo.
- Aquilo o quê?
- Você sabe.
Passou a ser temido e respeitado. Volta e meia alguém se aproximava dele e sussurava:
- Você contou para alguém?
- Ainda não.
- Puxa. Obrigado.
Com o tempo, ganhou uma reputação. Era de confiança. Um dia foi procurado por um amigo com uma oferta de emprego. O salário era enorme.
- Porque eu? - quis saber.
- A posição é de muita responsabilidade - disse o amigo. - Recomendei você.
- Por quê?
- Pela sua discrição.
Subiu na vida. Dele se dizia que sabia tudo sobre todos mas nunca abria a boca pra falar de ninguém. Além de bem-informado, um gentleman. Até que recebeu um telefonema. Uma voz misteriosa que disse:
- Sei de tudo.
- Co-como?
- Sei de tudo.
- Tudo o quê?
- Você sabe.
Resolveu desaparecer. Mudou-se de cidade. Os amigos estranharam o seu desaparecimento repentino. Investigaram. O que ele estaria tramando? Finalmente foi descoberto numa praia remota. Os vizinhos contam que numa noite vieram muitos carros e cercaram a casa. Várias pessoas entraram na casa. Ouviram-se gritos. Os vizinhos contam que a voz que mais se ouvia era a dele, gritando:
- Era brincadeira!Era brincadeira!
Foi descoberto de manhã, assassinado. O crime nunca foi desvendado. Mas as pessoas que o conheciam não têm dúvidas sobre o motivo. Sabia demais.


Luis Fernando Veríssimo, em As mentiras que os homens contam

15 de jul. de 2008

Reativando o blog

Pois é. Quatro meses e algumas coisas mudaram.
De certa forma a filial paulistana está em recesso por tempo indeterminado.
Digo isso por que “Os mortos” foram para o necrotério, digo, para a geladeira.
Todo mundo fazendo uma porção de coisa pra lá pra cá e decidimos dar um tempo.
“Crônicas de um assassino crônico” continua caminhando, mas não tão lentamente. Pelo menos não nas próximas semanas. O João está de férias e vamos dar um upgrade master na peça aqui em Botucatu.

A matriz botucatuense em breve terá apresentações e estréias. Anote aí:

02 de agosto: “Notívagos Burlescos: Ativar!!!”
Conclusão das oficinas deste semestre.



14 de agosto: “Ana Rosa”
Estréia do novo elenco da peça.



01, 02, 03 de outubro: “Mirabelli”
Estréia da segunda peça da “Trilogia da Fé”




Por enquanto é isso.
Vou fazer o possível para manter o blog atualizado nestas semanas.

3 de mar. de 2008

Reativando

Finalmente estamos em março. As oficinas da Quadrilha em Botucatu recomeçam nessa semana. Boas vindas aos participantes da Oficina de Iniciação Teatral! E mãos à obra no Núcleo de Improviso e no Núcleo de Montagem! O Núcleo de Montagem será responsável pela segunda peça da Trilogia da Fé, “Mirabelli”, e pela manutenção da primeira, “Ana Rosa”. Inclusive temos “Ana Rosa” para fechar essa semana de retomada. Neste sábado apresentaremos uma versão mega-compacta da trágica história da santa não-canônica de Botucatu em um evento na Praça do Bosque. Nos próximos dias postarei mais detalhes sobre isso.



Março também é um mês de retomada para a filial paulistana do grupo. Os ensaios de “Os mortos caminham lá fora” começam assim que forem concluídos os ajustes finais no texto. Uma nova temporada de “Elevador- Porcos não olham para o Céu” está no horizonte. “Crônicas de um assassino crônico” caminha. Lentamente, mas caminha. E um novo projeto começa tomar forma.



É. Parece que vai ser um semestre com muito trabalho.

5 de out. de 2007

ENTRESSAFRA

Depois da temporada do "Elevador" nos Satyros a filial paulistana dos Notívagos Burlescos deu uma pausa nos trabalhos e agora, além de estarmos planejando uma nova temporada da peça, já decidimos nossa próxima montagem. "Os mortos caminham lá fora" será o próximo texto da trilogia sem nome dos sem saída. No final do mês a gente deve se reunir para uma leitura e começarmos os ensaios. Além disso, algumas cenas do monólogo "Crônicas de um assassino crônico" já estão ganhando cara de alguma coisa e o João deve apresentar uma delas na Mostra de Cênicas da UNESP e em Araraquara ou Araçatuba em um evento, encontro ou qualquer coisa assim. Acho que é isso, né João?

O Núcleo de Improviso, as Oficinas de Iniciação Teatral e de Iluminação em Botucatu seguem detonando. O Núcleo de Improviso inclusive apresenta hoje uma cena na Semana da Tecnologia da FATEC. A cena é hilária. Pena que não tivemos mais tempo para trabalhar nela. Se tudo der certo vamos encaixá-la na apresentação do final do ano de conclusão das oficinas.

Na sexta passada rolou na cantina da escola Artistas S.A. mais um "Cena Oque?", um Karaokê de cenas teatrais. Os Notívagos estiveram presentes em peso. Na foto aí embaixo você pode ver em ação o Rafael "X" e o Erick.


E no dia 23 de setembro a Quadrilha comemorou cinco anos de picaretagens no nosso escritório oficial, a lanchonete Imprensa´s. It´s only rock and roll but I like it.

19 de ago. de 2007

ÚLTIMA CHAMADA



A última apresentação de “Elevador – Porcos não olham para o céu” acontece no próximo dia 25 de agosto. Ontem finalmente gravamos a peça. Graças a Olívia, que operou a mini-DV que o João conseguiu no I.A em um tripé de webcam. Grandes improvisos da humanidade.

O final da temporada de estréia da Quadrilha na cidade de São Paulo não poderia ser em melhor companhia. Em cartaz no mesmo espaço, e logo na sequência, estão as peças “Roxo” e “Uma pilha de pratos no cozinha”.




A Fernanda D´umbra é uma ótima atriz que também tem uma banda onde canta maravilhosamente. Além disso, ela dirige peças. Peças muito legais. Esta ela foi buscar longe. “Roxo” é do dramaturgo norueguês Jon Fosse, de quem eu, infelizmente e inexplicavelmente, nunca tinha ouvido falar até então. O texto, cheio de silêncios ensurdecedores como o “Elevador”, faz muito meu gosto. Eles ficam em cartaz no Satyros I até o final do ano. E precisam muito de um registro em vídeo do espetáculo. Eu ia aproveitar que estávamos com essa mini-DV ontem, mas o universo conspirou contra nós. Nem sempre se pode ser Deus.

Elenco: Fabiano de Souza Ramos, Julia Novaes, Didio Perini, Thiago Pinheiro, Henrique Mello
Direção: Fernanda D´Umbra
Direção Musical: Maurício Maas (Macalé)
Sonoplastia: Mário Bortolotto
Iluminação:Celso Melez
Operação Técnica: Alessandro "Robocop" Bartel.

Espaço dos Satyros I, Praça Roosevelt, 214
Sábados 20h e Domingos 19h30
Ingresso: R$ 20,00




Igualmente repleta de silêncios ensurdecedores, “Uma pilha de pratos na cozinha” do Mário já foi indicada num post lá no começo do blog quando estava em cartaz na maratona “E se fez a Praça Roosevelt em 7 dias”. No post eu dizia que eram as últimas apresentações da mostra e que não sabia quando voltariam em cartaz. Pois bem, eles voltaram e no final de semana que vem vão rolar as últimas apresentações deles também. O que mais posso dizer? “Imperdível.”


Em Botucatu começaram as oficinas de Iniciação Teatral, Iluminação e as atividades do Núcleo de Improviso. Ao todo mais de sessenta pessoas participando. O iglu número 15 do Espaço Cultural está ficando pequeno. Boas-vindas a todos os novatos. E que venha “Mirabelli”!

Sábado dia 25. Leve os amigos e apareça lá no Espaço dos Satyros. A gente deve bebemorar pelas redondezas.

6 de ago. de 2007

TEMPORADA PRORROGADA!



Para felicidade das pessoas que chegaram atrasadas e não puderam entrar, das que tinham compromissos no mesmo horário, das que ficaram sabendo tarde demais, das que gostaram e recomendaram, das que não conseguiram chegar lá por causa da greve do Metrô, das que amaram e não cansaram de ver e rever: teremos mais três sábados de Elevador no Satyros. Dias 11, 18 e 25 de agosto.

Em um desses dias a gente deve gravar o espetáculo e o Paulo deve aparecer para tirar novas fotos. Nos próximos finais de semanas também devemos fazer umas leituras para nossa próxima montagem. É, a gente já quer emendar outra na sequência.
Além disso, começamos os ensaios do monólogo do João. Em breve mais detalhes sobre isso.

Abaixo: Elisa Simpson, Francisco Simpson e Roque Simpson.

23 de jul. de 2007

NOS BLOGS POR AÍ


Você ainda tem mais dois finais de semana para ver o "Elevador" no Espaço dos Satyros I. Se você não viu, não desperdice essas oportunidades.

A Luísa Bittencourt viu e escreveu no blog dela, o silencie.blogspot.com, o seguinte:

"Eu, uma pessoa desacostumada com o teatro, diria até mesmo leiga no assunto, venho aqui para opinar sobre uma peça que assisti hoje, no teatro Satyrus. Chama-se “Elevador – porcos não olham para o céu”.
Nenhum cenário. Nem fundo, nem sofá. Nada. Apenas fitas-crepe no chão, marcando um espaço a lá Dogville. E três atores. Que não trocam a roupa – no máximo, tiram ou colocam um casaco. A história: três pessoas presas dentro de um elevador que não pára de subir; um homem com cara e jeito de banana, uma menina de comportamento infantil e um sujeito do tipo escroto e machista. Dentro do elevador é onde tudo acontece.
Creio que, para algo ser classificado como de boa qualidade, deve ter a capacidade de prender e entreter o espectador. É o que acontece em “Elevador”, que enquanto vai se desenrolando, cada vez mais nos traz a sensação de que também estamos dentro daquele espaço de 2x2: claustrofóbica e angustiante.
Enquanto isso, em muitos teatros de grandes nomes espalhados pela cidade, com suas mega-produções e brilhantes celebridades, não presenciamos nem metade do envolvimento que “Elevador” traz. Uma peça simples e de qualidade."


No seu atirenodramaturgo.zip.net meu amigo Mário Bortolotto, dramaturgo e diretor do Grupo Cemitério de Automóveis, em duas ocasiões anunciou que iria ver a peça. Em nenhuma das duas ele apareceu. Finalmente, na última sexta, lá estava ele na platéia. Na mesma platéia onde estava o Reinaldo Maia, diretor do Grupo Folias D’Arte. O Reinaldo não tem blog, até onde eu sei, mas escreveu um e-mail bem legal pro Luiz.

A peça também inaugurou a sessão "Dicas"
do filosofiamequetrefe.blogspot.com, da Lola e do Kio.

Por enquanto é isso.

Ah! E pra você que já viu a peça nós criamos uma promoção. Trazendo dois amigos pagantes, você não paga o seu ingresso! Claro que essa promoção só tem utilidade pra quem gostou da peça.

5 de jul. de 2007

SEMANA DE ESTRÉIA



Ontem a noite na casa da Lisley e do Henrique teve strogonoff. Eu e a Sheyla fomos lá, filar um rango e dobrar os programas, tomando vinho e ouvindo um som. Bom fim de noite.

Nessa sexta temos estréia. Esperamos você lá. Se não puder aparecer na estréia, tudo bem. Você ainda terá nove chances. Por enquanto.

A bilheteria abre uma hora antes. O preço do ingresso é promocional, todos pagam meia: Dez Reais. A não ser que você seja um morador da Praça Roosevelt. Se você levar um comprovante paga apenas cinco. Legal isso, né?

Segue abaixo o texto do programa, que tanto dobramos ontem:

"Roque, Elisa e Francisco. Três desconhecidos presos em um elevador. Uma situação até certo ponto plausível, se o elevador em questão não parasse de subir mesmo após aparentemente ter alcançado o último andar. Condenados a esta viagem vertical sem fim os três "tripulantes" se vêem obrigados a dividir aquele pequeno espaço e se relacionar. Não há para onde fugir, nem como se esconder do olhar do próximo.
Ao invés de mergulhar as personagens em uma hermética busca existencialista, a peça apresenta, com muito bom humor e descontração, um olhar sobre a individualidade e a relação com o próximo nos dias de hoje. Até onde as pessoas se permitem conhecer? Até onde são sinceras com os outros e com elas mesmas?
A montagem propõe uma encenação despojada de cenários. Com o auxílio da iluminação e da pitoresca trilha sonora de "músicas de elevador", o elenco dá forma ao claustrofóbico espaço onde se encontram as personagens.
Juntamente aos textos "Os Mortos Caminham Lá Fora" e "Zero, Círculo ou Ó" a peça compõe uma trilogia. A companhia tem como meta a produção dos outros dois textos, estabelecendo assim um núcleo de atores e técnicos na cena teatral paulistana."



É isso. Vou nessa. Ainda tenho um milhão de coisas pra fazer.
Semana de estréia é assim.
Depois desse final de semana eu preciso tirar um dia pra sentar e olhar para o nada.
Sem falta.