30 de jul. de 2008

Na prisão e na fazenda

Na mostra de cenas "Notívagos Burlescos: Ativar!!!" também estaremos apresentando duas cenas de "Mirabelli", segunda peça da Trilogia da Fé, que estréia em outubro. As duas cenas mostram um pouco das repercussões que os misteriosos fenômenos do médium lhe renderam.

Durante toda sua vida Mirabelli teve problemas com as autoridades, chegando inclusive a ser preso algumas vezes. Conta-se que em uma dessas ocasiões ele aceitou o desafio de um delegado para provar a veracidade dos seus poderes. A primeira cena fala justamente sobre essa situação.

Na foto: Andrea Morato, Diane Dierckx, Giovanna Fogaça e Luana Prestes.

A segunda cena mostra as impressões dos funcionários de uma fazenda onde Mirabelli promoveu verdadeiras sessões de terror durante sua estadia. Dessa fico devendo a foto. Se pá na sexta devo ter alguma.


Só pra lembrar:

NOTÍVAGOS BURLESCOS: ATIVAR!!!
Sábado, 02 de Agosto, 20hs30min
Teatro Municipal Camillo Fernandez Dinucci, Botucatu
Entrada franca!

28 de jul. de 2008

Enquanto isso na sala de justiça...

Neste "Ativar!!!" o Núcleo de Improviso além de apresentar duas cenas que foram criadas nos encontros ("Eu sei de tudo!", que comentei no último post, e "Os dez mandamentos básicos do improviso") também apresentará um jogo de improviso: "Enquanto isso".

As cenas serão totalmente improvisadas, sem nenhuma combinação prévia e tudo vai partir de algumas sugestões da platéia, que também escolherá as duplas que participarão. Nesta sexta estivemos praticando a dinâmica do jogo e tivemos momentos simplesmente hilariantes. O improviso é uma caixinha de surpresas, portanto aguardemos pelo que Rafael "X", Fernando "JC", Renan, Vinícius, Juliana, Sérgio e suas mentes insanas nos reservam.

Na foto aí em baixo, X e JC num "Enquanto Isso" dos vários que fizemos na sexta.



As duas últimas semanas também foram de ensaios diários da remontagem de "Crônicas de um assassino crônico" com o João. Levantamos praticamente toda peça. Agora, além de lapidar o que temos, é só resolver questões técnicas da trilha, luz e adereços. Como não temos estréia marcada e nem nada, vamos com calma por que devagar se chega em algum lugar.

25 de jul. de 2008

"Eu sei de tudo!"



Uma das cenas que será apresentada pelo Núcleo de Improviso na conclusão das oficinas foi inspirada na crônica "Brincadeira" do Luis Fernando Veríssimo. Digo inspirada por que desenvolvemos a idéia do trote inicial no jogo do rodízio, onde os atores se revezam no palco para improvisar uma cena. A nossa brincadeira acabou resultando uma cena muito engraçada com vários telefonemas e conversas atravessadas que agora está sendo organizada nos ensaios. Na foto: Sérgio, Fernando "JC", Murilo, Renan e Rafael "X" na parte de cima. E Erika, Carol, Giovanna, Luan e Luana na parte de baixo.

Dê uma lida na crônica e no dia dois de agosto vá conferir a confusão que nós armamos:


BRINCADEIRA

Começou como uma brincadeira. Telefonou para um conhecido e disse:
- Eu sei de tudo.
Depois de um silêncio, o outro disse:
- Como é que você soube?
- Não interessa. Sei de tudo.
- Me faz um favor. Não espalha.
- Vou pensar.
- Por amor de Deus.
- Está bem. Mas olhe lá, hein?
Descobriu que tinha poder sobre as pessoas.
- Sei de tudo.
- Co-como?
- Sei de tudo.
- Tudo o quê?
- Você sabe.
- Mas é impossível. Como é que você descobriu?
A reação das pessoas variava. Algumas perguntavam em seguida:
- Alguém mais sabe?
Outras se tornavam agressivas:
- Está bem, você sabe. E daí?
- Daí, nada. Só queria que você soubesse que eu sei.
- Se você contar pra alguém, eu...
- Depende de você.
- De mim, como?
- Se você andar na linha eu não conto.
- Certo.
Uma vez, parecia ter encontrado um inocente.
- Eu sei de tudo.
- Tudo o quê?
- Você sabe.
- Não sei. O que é que você sabe?
- Não se faça de inocente.
- Mas eu realmente não sei.
- Vem com essa.
- Você não sabe de nada.
- Ah, quer dizer que existe alguma coisa para saber, mas eu é que não sei o que é?
- Não existe nada.
- Olha que eu vou espalhar...
- Pode espalhar que é mentira.
- Como é que você sabe o que eu vou espalhar?
- Qualquer coisa que você espalhar será mentira.
- Está bem. Vou espalhar.
Mas dali a pouco veio um telefonema.
- Escute, estive pensando melhor. Não espalha nada sobre aquilo.
- Aquilo o quê?
- Você sabe.
Passou a ser temido e respeitado. Volta e meia alguém se aproximava dele e sussurava:
- Você contou para alguém?
- Ainda não.
- Puxa. Obrigado.
Com o tempo, ganhou uma reputação. Era de confiança. Um dia foi procurado por um amigo com uma oferta de emprego. O salário era enorme.
- Porque eu? - quis saber.
- A posição é de muita responsabilidade - disse o amigo. - Recomendei você.
- Por quê?
- Pela sua discrição.
Subiu na vida. Dele se dizia que sabia tudo sobre todos mas nunca abria a boca pra falar de ninguém. Além de bem-informado, um gentleman. Até que recebeu um telefonema. Uma voz misteriosa que disse:
- Sei de tudo.
- Co-como?
- Sei de tudo.
- Tudo o quê?
- Você sabe.
Resolveu desaparecer. Mudou-se de cidade. Os amigos estranharam o seu desaparecimento repentino. Investigaram. O que ele estaria tramando? Finalmente foi descoberto numa praia remota. Os vizinhos contam que numa noite vieram muitos carros e cercaram a casa. Várias pessoas entraram na casa. Ouviram-se gritos. Os vizinhos contam que a voz que mais se ouvia era a dele, gritando:
- Era brincadeira!Era brincadeira!
Foi descoberto de manhã, assassinado. O crime nunca foi desvendado. Mas as pessoas que o conheciam não têm dúvidas sobre o motivo. Sabia demais.


Luis Fernando Veríssimo, em As mentiras que os homens contam

15 de jul. de 2008

Reativando o blog

Pois é. Quatro meses e algumas coisas mudaram.
De certa forma a filial paulistana está em recesso por tempo indeterminado.
Digo isso por que “Os mortos” foram para o necrotério, digo, para a geladeira.
Todo mundo fazendo uma porção de coisa pra lá pra cá e decidimos dar um tempo.
“Crônicas de um assassino crônico” continua caminhando, mas não tão lentamente. Pelo menos não nas próximas semanas. O João está de férias e vamos dar um upgrade master na peça aqui em Botucatu.

A matriz botucatuense em breve terá apresentações e estréias. Anote aí:

02 de agosto: “Notívagos Burlescos: Ativar!!!”
Conclusão das oficinas deste semestre.



14 de agosto: “Ana Rosa”
Estréia do novo elenco da peça.



01, 02, 03 de outubro: “Mirabelli”
Estréia da segunda peça da “Trilogia da Fé”




Por enquanto é isso.
Vou fazer o possível para manter o blog atualizado nestas semanas.

3 de mar. de 2008

Reativando

Finalmente estamos em março. As oficinas da Quadrilha em Botucatu recomeçam nessa semana. Boas vindas aos participantes da Oficina de Iniciação Teatral! E mãos à obra no Núcleo de Improviso e no Núcleo de Montagem! O Núcleo de Montagem será responsável pela segunda peça da Trilogia da Fé, “Mirabelli”, e pela manutenção da primeira, “Ana Rosa”. Inclusive temos “Ana Rosa” para fechar essa semana de retomada. Neste sábado apresentaremos uma versão mega-compacta da trágica história da santa não-canônica de Botucatu em um evento na Praça do Bosque. Nos próximos dias postarei mais detalhes sobre isso.



Março também é um mês de retomada para a filial paulistana do grupo. Os ensaios de “Os mortos caminham lá fora” começam assim que forem concluídos os ajustes finais no texto. Uma nova temporada de “Elevador- Porcos não olham para o Céu” está no horizonte. “Crônicas de um assassino crônico” caminha. Lentamente, mas caminha. E um novo projeto começa tomar forma.



É. Parece que vai ser um semestre com muito trabalho.

5 de out. de 2007

ENTRESSAFRA

Depois da temporada do "Elevador" nos Satyros a filial paulistana dos Notívagos Burlescos deu uma pausa nos trabalhos e agora, além de estarmos planejando uma nova temporada da peça, já decidimos nossa próxima montagem. "Os mortos caminham lá fora" será o próximo texto da trilogia sem nome dos sem saída. No final do mês a gente deve se reunir para uma leitura e começarmos os ensaios. Além disso, algumas cenas do monólogo "Crônicas de um assassino crônico" já estão ganhando cara de alguma coisa e o João deve apresentar uma delas na Mostra de Cênicas da UNESP e em Araraquara ou Araçatuba em um evento, encontro ou qualquer coisa assim. Acho que é isso, né João?

O Núcleo de Improviso, as Oficinas de Iniciação Teatral e de Iluminação em Botucatu seguem detonando. O Núcleo de Improviso inclusive apresenta hoje uma cena na Semana da Tecnologia da FATEC. A cena é hilária. Pena que não tivemos mais tempo para trabalhar nela. Se tudo der certo vamos encaixá-la na apresentação do final do ano de conclusão das oficinas.

Na sexta passada rolou na cantina da escola Artistas S.A. mais um "Cena Oque?", um Karaokê de cenas teatrais. Os Notívagos estiveram presentes em peso. Na foto aí embaixo você pode ver em ação o Rafael "X" e o Erick.


E no dia 23 de setembro a Quadrilha comemorou cinco anos de picaretagens no nosso escritório oficial, a lanchonete Imprensa´s. It´s only rock and roll but I like it.

19 de ago. de 2007

ÚLTIMA CHAMADA



A última apresentação de “Elevador – Porcos não olham para o céu” acontece no próximo dia 25 de agosto. Ontem finalmente gravamos a peça. Graças a Olívia, que operou a mini-DV que o João conseguiu no I.A em um tripé de webcam. Grandes improvisos da humanidade.

O final da temporada de estréia da Quadrilha na cidade de São Paulo não poderia ser em melhor companhia. Em cartaz no mesmo espaço, e logo na sequência, estão as peças “Roxo” e “Uma pilha de pratos no cozinha”.




A Fernanda D´umbra é uma ótima atriz que também tem uma banda onde canta maravilhosamente. Além disso, ela dirige peças. Peças muito legais. Esta ela foi buscar longe. “Roxo” é do dramaturgo norueguês Jon Fosse, de quem eu, infelizmente e inexplicavelmente, nunca tinha ouvido falar até então. O texto, cheio de silêncios ensurdecedores como o “Elevador”, faz muito meu gosto. Eles ficam em cartaz no Satyros I até o final do ano. E precisam muito de um registro em vídeo do espetáculo. Eu ia aproveitar que estávamos com essa mini-DV ontem, mas o universo conspirou contra nós. Nem sempre se pode ser Deus.

Elenco: Fabiano de Souza Ramos, Julia Novaes, Didio Perini, Thiago Pinheiro, Henrique Mello
Direção: Fernanda D´Umbra
Direção Musical: Maurício Maas (Macalé)
Sonoplastia: Mário Bortolotto
Iluminação:Celso Melez
Operação Técnica: Alessandro "Robocop" Bartel.

Espaço dos Satyros I, Praça Roosevelt, 214
Sábados 20h e Domingos 19h30
Ingresso: R$ 20,00




Igualmente repleta de silêncios ensurdecedores, “Uma pilha de pratos na cozinha” do Mário já foi indicada num post lá no começo do blog quando estava em cartaz na maratona “E se fez a Praça Roosevelt em 7 dias”. No post eu dizia que eram as últimas apresentações da mostra e que não sabia quando voltariam em cartaz. Pois bem, eles voltaram e no final de semana que vem vão rolar as últimas apresentações deles também. O que mais posso dizer? “Imperdível.”


Em Botucatu começaram as oficinas de Iniciação Teatral, Iluminação e as atividades do Núcleo de Improviso. Ao todo mais de sessenta pessoas participando. O iglu número 15 do Espaço Cultural está ficando pequeno. Boas-vindas a todos os novatos. E que venha “Mirabelli”!

Sábado dia 25. Leve os amigos e apareça lá no Espaço dos Satyros. A gente deve bebemorar pelas redondezas.

6 de ago. de 2007

TEMPORADA PRORROGADA!



Para felicidade das pessoas que chegaram atrasadas e não puderam entrar, das que tinham compromissos no mesmo horário, das que ficaram sabendo tarde demais, das que gostaram e recomendaram, das que não conseguiram chegar lá por causa da greve do Metrô, das que amaram e não cansaram de ver e rever: teremos mais três sábados de Elevador no Satyros. Dias 11, 18 e 25 de agosto.

Em um desses dias a gente deve gravar o espetáculo e o Paulo deve aparecer para tirar novas fotos. Nos próximos finais de semanas também devemos fazer umas leituras para nossa próxima montagem. É, a gente já quer emendar outra na sequência.
Além disso, começamos os ensaios do monólogo do João. Em breve mais detalhes sobre isso.

Abaixo: Elisa Simpson, Francisco Simpson e Roque Simpson.

23 de jul. de 2007

NOS BLOGS POR AÍ


Você ainda tem mais dois finais de semana para ver o "Elevador" no Espaço dos Satyros I. Se você não viu, não desperdice essas oportunidades.

A Luísa Bittencourt viu e escreveu no blog dela, o silencie.blogspot.com, o seguinte:

"Eu, uma pessoa desacostumada com o teatro, diria até mesmo leiga no assunto, venho aqui para opinar sobre uma peça que assisti hoje, no teatro Satyrus. Chama-se “Elevador – porcos não olham para o céu”.
Nenhum cenário. Nem fundo, nem sofá. Nada. Apenas fitas-crepe no chão, marcando um espaço a lá Dogville. E três atores. Que não trocam a roupa – no máximo, tiram ou colocam um casaco. A história: três pessoas presas dentro de um elevador que não pára de subir; um homem com cara e jeito de banana, uma menina de comportamento infantil e um sujeito do tipo escroto e machista. Dentro do elevador é onde tudo acontece.
Creio que, para algo ser classificado como de boa qualidade, deve ter a capacidade de prender e entreter o espectador. É o que acontece em “Elevador”, que enquanto vai se desenrolando, cada vez mais nos traz a sensação de que também estamos dentro daquele espaço de 2x2: claustrofóbica e angustiante.
Enquanto isso, em muitos teatros de grandes nomes espalhados pela cidade, com suas mega-produções e brilhantes celebridades, não presenciamos nem metade do envolvimento que “Elevador” traz. Uma peça simples e de qualidade."


No seu atirenodramaturgo.zip.net meu amigo Mário Bortolotto, dramaturgo e diretor do Grupo Cemitério de Automóveis, em duas ocasiões anunciou que iria ver a peça. Em nenhuma das duas ele apareceu. Finalmente, na última sexta, lá estava ele na platéia. Na mesma platéia onde estava o Reinaldo Maia, diretor do Grupo Folias D’Arte. O Reinaldo não tem blog, até onde eu sei, mas escreveu um e-mail bem legal pro Luiz.

A peça também inaugurou a sessão "Dicas"
do filosofiamequetrefe.blogspot.com, da Lola e do Kio.

Por enquanto é isso.

Ah! E pra você que já viu a peça nós criamos uma promoção. Trazendo dois amigos pagantes, você não paga o seu ingresso! Claro que essa promoção só tem utilidade pra quem gostou da peça.

5 de jul. de 2007

SEMANA DE ESTRÉIA



Ontem a noite na casa da Lisley e do Henrique teve strogonoff. Eu e a Sheyla fomos lá, filar um rango e dobrar os programas, tomando vinho e ouvindo um som. Bom fim de noite.

Nessa sexta temos estréia. Esperamos você lá. Se não puder aparecer na estréia, tudo bem. Você ainda terá nove chances. Por enquanto.

A bilheteria abre uma hora antes. O preço do ingresso é promocional, todos pagam meia: Dez Reais. A não ser que você seja um morador da Praça Roosevelt. Se você levar um comprovante paga apenas cinco. Legal isso, né?

Segue abaixo o texto do programa, que tanto dobramos ontem:

"Roque, Elisa e Francisco. Três desconhecidos presos em um elevador. Uma situação até certo ponto plausível, se o elevador em questão não parasse de subir mesmo após aparentemente ter alcançado o último andar. Condenados a esta viagem vertical sem fim os três "tripulantes" se vêem obrigados a dividir aquele pequeno espaço e se relacionar. Não há para onde fugir, nem como se esconder do olhar do próximo.
Ao invés de mergulhar as personagens em uma hermética busca existencialista, a peça apresenta, com muito bom humor e descontração, um olhar sobre a individualidade e a relação com o próximo nos dias de hoje. Até onde as pessoas se permitem conhecer? Até onde são sinceras com os outros e com elas mesmas?
A montagem propõe uma encenação despojada de cenários. Com o auxílio da iluminação e da pitoresca trilha sonora de "músicas de elevador", o elenco dá forma ao claustrofóbico espaço onde se encontram as personagens.
Juntamente aos textos "Os Mortos Caminham Lá Fora" e "Zero, Círculo ou Ó" a peça compõe uma trilogia. A companhia tem como meta a produção dos outros dois textos, estabelecendo assim um núcleo de atores e técnicos na cena teatral paulistana."



É isso. Vou nessa. Ainda tenho um milhão de coisas pra fazer.
Semana de estréia é assim.
Depois desse final de semana eu preciso tirar um dia pra sentar e olhar para o nada.
Sem falta.



18 de jun. de 2007

Cartaz e em cartaz



Na última sexta os cartazes ficaram prontos. E no sábado os panfletos. Mas estes só chegaram em São Paulo no domingo. É que foi em uma gráfica de Botucatu que nós encontramos o o preço mais em conta. Mais ou menos pela metade do valor que estavam orçando aqui em São Paulo. Pois é, tem gente que não quer ganhar dinheiro. Quer ficar milionário.

E nessa mesma gráfica de onde vieram os panfletos do Elevador, foram feitos os panfletos-santinhos da "Ana Rosa", a última montagem do grupo em Botucatu.
A peça conta as várias versões da história desta mulher que em 1885 foi esquartejada pelo marido. Varias versões, isso mesmo.´Tem gente que diz que ela fugiu do marido e caiu na vida fácil, tem gente que diz que ela já era de vida fácil antes. Tem gente que diz que ela realizava milagres e tem gente que diz que de santa ela não tinha nada. Nós contamos todas essas versões e deixamos que o espectador tire sua própria conclusão.

Quem está em Botucatu e não viu a peça no ano passado, ou quer revê-la, vai ter três oportunidades nas próximas semanas. Estaremos mais uma vez fazendo apresentações pelos bairros da cidade. Confira as datas, horários e locais:

Dia 20 de junho, 18:00hs, no Anfiteatro do I.B. na UNESP

Dia 23 de junho, as 16:00hs, na EMEFEI "Profª Nair Fernandes Leite Vaz, na COHAB I, enfrente a capela de Ana Rosa

Dia 29 de junho, 20:30hs, no Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias da Construção e do Mobiliário de Botucatu, na Vila São Luiz

A entrada é franca. Mais informações sobre os locais na Secretaria de Cultura de Botucatu, telefone (14)3882-0133.



Elenco de "Ana Rosa"

3 de jun. de 2007

LOGOS, TRILHAS E SUGESTÕES


É pra morder a língua mesmo. Comentei no primeiro post que não tínhamos logos pra colocarmos no cartaz/programa. Agora temos. Fechamos uns apoios essa semana. Segunda-feira envio a arte por e-mail e tudo deve ficar pronto no dia 15. Então sairemos colando cartazes e distribuindo panfletos por aí. Se você souber de algum lugar interessante dá um toque pra gente.

Segunda também vou encontrar o Henrique e devemos fechar a trilha. Ou algo próximo disso. Assim que sobrar um tempo quero fazer um clipe com as fotos que Paulo tirou e colocar no You Tube. Assim que sobrar um tempo. Isso não quer dizer que seja em breve.


Enquanto o Elevador não estréia, a gente vai recomendando algumas peças que estão em cartaz:




VEMVAI - O CAMINHO DOS MORTOS


A morte. Pelos povos ameríndios.
Não só a morte. O outro. A realidade em si.
"Você está preparado para morrer?" é a pergunta que o Pai-Penacho faz no começo da peça. Não vou dizer que você vá sair do SESC Paulista com a resposta. Talvez com uma outra perspectiva sobre a morte. Sobre a vida. Sobre o universo e tudo mais.
Sou suspeito pra falar mais da peça.
Fiz assistência de direção pra Cibele.
Então só vou dizer o que no Sérgio Salvia Coelho disse na Folha:
"Uma façanha histórica do teatro brasileiro." Compre seu ingresso com antecedência em qualquer SESC, caso contrário você corre o risco de ficar de fora.
Ah! O Henrique toca guitarra na trilha que é executada ao vivo.

Dramaturgia: Newton Moreno
Atores-criadores: Chris Amêndola, Eda Nagayama, Edgar Castro, Eduardo Gomes, Henrique Guimarãez, José Eduardo Domingues, Lucia Romano, Raquel Anastásia
Direção de arte: Simone Mina
Co-direção de arte: Vanessa Poitena
Luz: Lúcia Chediek
Direção Musical e composições: Luiz Gayotto
Coordenação da pesquisa e traduções: Pedro Cesarino
Direção: Cibele Forjaz

De 31/03 a 01/07
Sexta a domingo, às 20h.
SESC Avenida Paulista
Av. Paulista, 119
Tel 3179-3700
Ingresso R$ 15,00




UMA PILHA DE PRATOS NA COZINHA


A morte. Pelos povos da Roosevelt.
A última peça do Mário é um soco no subterrâneo do estômago. Um jab. Um uppercut. Silêncios que dizem muito. Foco final memorável. E o que significa aquela Paula Cohen?
A peça faz parte do projeto dos Satyros "E se fez a Praça Roosevelt em 7 dias". Uma peça por dia. Cada dia um dramaturgo e um elenco. Como as apresentações são até o final de junho, convém correr. Vai saber quando entra em cartaz de novo.

Texto, Direção, Sonoplastia e Iluminação : Mário Bortolotto
Elenco: Paula Cohen, Otávio Martins, Alex Gruli e Edu Chagas
Operação Técnica : Alessandro "Robocop" Bartel.

Até 24 de junho
Domingos, 19h
Espaço dos Satyros I
Praça Roosevelt, 214
tel 3258 6345
Ingresso: R$ 10,00

27 de mai. de 2007

ESTRÉIA MARCADA



Abrindo o blog, anunciamos a estréia de "Elevador - Porcos não olham para o céu". Como disse o Rodolfo do Satyros, "finalmente os porcos vão subir!" Depois de um ano, de mudança no elenco, de espaços para ensaiar, de pré-estréia em Botucatu, de viagens e viagens, de pautas e pautas. A Quadrilha pisa oficialmente nos palcos paulistanos dia 6 de julho, no Espaço dos Satyros I. Estou montando o cartaz, que também é programa. Queria encher de logos de patrocinadores. Mas a gente não tem nenhum. Felizmente temos amigos e pessoas que acreditam no nosso trabalho. Com isso e muita cara-de-pau a gente deve chegar em algum lugar. Nem que seja no La Barca pra tomar umas depois da apresentação.


ELEVADOR - PORCOS NÃO OLHAM PARA O CÉU

Texto, direção e iluminação
Robert Coelho

Assistente de direção
João Paulo Alves

Elenco
Luiz Xavier (Francisco)
Guto Nogueira (Roque)
Sheyla Coelho (Elisa)

Trilha sonora
Henrique Rabadan

Acompanhamento vocal
Lisley Rabadan

Fotos
Paulo A.S.