30 de set de 2008

ESTRÉIA MIRABELLI!


Depois do sucesso de Ana Rosa, a Quadrilha de Teatro Notívagos Burlescos apresenta a segunda peça de sua Trilogia da Fé: “Mirabelli”. Seria Carmine Mirabelli um poderoso médium, um excepcional paranormal ou um astuto charlatão? Inspirados no sistema de coringas do Teatro de Arena e no Teatro Épico de Bertold Brecht, mais de quarenta pessoas sobem ao palco para contar a controversa trajetória do botucatuense que se tornou conhecido pelo mundo todo, oferecendo aos espectadores a oportunidade de refletir e decidir no que acredita ou não.

Mirabelli
Nascido em Botucatu, no dia 02 de janeiro de 1889, o médium Carmine Mirabelli ficou famoso por seus fenômenos na primeira metade do século XX.
Em 1914, logo após a morte de se, Carmine ficou doente, aflorando uma extraordinária paranormalidade. Embora não fosse espiritualista, alegava ver os espíritos dos pais, de um tio, de sua sogra e de uma filha.
Considerado louco pelos familiares, foi internado por dezenove dias no Asilo de Alienados do Juqueri. Considerado charlatão pelas autoridades, foi encarcerado várias vezes, acusado de exercício ilegal da Medicina e estelionato. Considerado médium por muitos estudiosos, foi estudado e analisado por cientistas e doutores do Brasil e do mundo.
Mirabelli podia manifestar uma ampla gama de fenômenos, como a levitação, a materialização de espíritos e a psicografia. Acredita-se que muitos deles resultavam de suas próprias forças psíquicas, sem o envolvimento de entidades espirituais. Por outro lado, dizem que conhecia alguns truques simples de prestidigitação.

O processo
O processo de criação da peça seguiu os mesmos passos da primeira montagem da Trilogia da Fé, “Ana Rosa”. Partindo da pesquisas de textos e relatos sobre as atividades de Mirabelli, o Núcleo de Improviso criou cenas que mais tarde foram organizadas em um texto. Das primeiras cenas criadas em 2007, duas foram apresentadas na conclusão das oficinas: a cena da sapataria, onde as primeiras manifestações dos poderes de Mirabelli assombram seus companheiros de trabalho, e a cena da xenoglossia, onde em uma sessão o médium escreve em várias línguas durante um transe. Na conclusão das oficinas do grupo no primeiro semestre de 2008 duas outras cenas foram apresentadas: uma mostrando uma das várias passagens de Mirabelli pela cadeia e outra com os comentários e considerações dos funcionários de uma fazenda sobre a visita do médium.
Em agosto mais de 20 pessoas, oriundas das oficinas do primeiro semestre, se juntaram ao elenco da peça. Em setembro, uniram-se também à montagem os participantes da Oficina de Trilha Sonora e Sonoplastia, elevando para aproximadamente 50 o número de envolvidos no trabalho.


MIRABELLI

DIA 01,02 E 03 DE OUTUBRO
20hs30min
TEATRO MUNICIPAL CAMILLO FERNANDEZ DINUCCI
ENTRADA FRANCA!


Direção Geral e Iluminação
Robert Coelho

Direção Musical
Henrique Rabadan

Operação de luz
Camila Fernandes e Tainá Sauer

Elenco
Alessandra Daré, Andrea Morato, Beatriz Figueiroa, Beatriz Sales, Bianca Biazon, Carol Galvani, Danilo Batista, Débora Lopes, Deise Amorim Paz, Diane Dierckx, Eliel Guilhen, Eline Cassemiro, Erick de Barros, Fábio Machado, Fernanda Ribeiro, Fernando Vasques, Giovanna Fogaça, Jéssica Florêncio, Juliana Aguiar, Juliana Spadot, Lívia Luciano, Luana Prestes, Luana Serni, Luan Victor, Lucca Ignacio, Mabliane Jacob, Mariane Destefani, Mayara Gomes, Miriam Bassetto, Murilo Andrade, Nayara Gonçalves, Pedro Murari, Rafael dos Santos, Renan Lushon, Rogérinhu Gomes e Sérgio Viana.

Oficina de Trilha Sonora e Sonoplastia
Bruno Solimão, Daniel Bassetto, José Pimentel, Karen Camargo, Marcos Vinicius, Rodrigo Ribeiro, Rafael Tavares.

Apoio Cultural
Bilhares Divander

23 de set de 2008

SEIS ANOS DE NOTÍVAGOS

No dia 23 de setembro de 2002 Sheyla Coelho entrou em cena no palco do Teatro Nelli com uma sacola de supermercado, uma bolsa e a correspondência. O telefone tocou. Quando ela se aproximou para atendê-lo, ele parou de tocar. Foi para o quarto, tirou o casaco e o pendurou no armário, sentou na cama, tirou os sapatos e massageou os pés. Colocou um par de chinelos, foi até o aparelho de som, colocou uma música do Velvet Underground (I´ll be your mirror) e foi para cozinha preparar um Miojo.


Era a estréia da peça "Um dia de semana qualquer". A primeira peça da Quadrilha de Teatro Notívagos Burlescos. Em 2002 eu ainda estava trabalhando em São Paulo e no intervalo de uma peça e outra eu vim passar um tempo em Botucatu. As inscrições para um festival na cidade estavam abertas e resolvi montar com minha irmã uma adaptação de um texto do dramaturgo alemão Franz Xaver Kroetz, “Concerto a Pedido”. A peça era um monólogo sem falas, somente ações, e mostrava o último dia da vida de uma mulher que vivia sozinha em um apartamento no centro de uma grande cidade. No meio do caminho chamei o Erick pra dar uma força na parte técnica. Afinal a idéia era procurar seguir a proposta do Kroetz e montar um espetáculo hiper-realista. Ou seja, ia ter de tudo no palco: sala, cozinha (Com geladeira e fogão funcionando), quarto, banheiro... É, até banheiro tinha! A gente conseguiu um gabinete de cozinha, uma pia de banheiro e um assento sanitário emprestado de uma casa de material de construções. O resto era tudo da minha casa. Ah, o guarda-roupa tava no porão do Nelly.

Erick, eu e Sheyla com Humberto Magnani na premiação.


A Sheyla levou o prêmio de melhor atriz e eu o de melhor diretor. E assim nasceu a Quadrilha que hoje completa seis anos. Longa vida ao Notívagos Burlescos! É nóis.

Mais ensaios por aí

Continua a jornada de ensaios de "Mirabelli" pela cidade.


Domingo estivemos na escola Artistas S.A. ensaiando a cena do julgamento e a cena do programa de televisão. Você deve estar se perguntando o que um cena de televisão faz em um peça que conta a vida de um cara que viveu na primeira metade do século passado. Eu não vou dizer. Você terá que pintar lá no Teatro Municipal de Botucatu nos dias 1, 2 ou 3 pra saber a resposta.

E falando em Teatro Municipal, foi exatamente lá que ensaiamos ontem e onde ensaiaremos hoje. Quarta e quinta devemos voltar ao Centro Cultural e só Deus sabe onde estaremos depois.

19 de set de 2008

Ensaios por aí

Em função da Feira do Livro ocupar o Espaço Cultural toda essa semana, temos realizados ensaios itinerantes da peça "Mirabelli".

Terça-feira ensaiamos no pátio da E.E. Cardoso de Almeida, escola inclusive onde estudou Mirabelli no final do século retrasado. Apesar do frio e do vento característico das noites de inverno de Botucatu, deu tudo certo.


Quarta e quinta ensaiamos no Centro Cultural Botucatu, já com os banquinhos que serão utilizados na montagens e que são um apoio cultural de Bilhares Divander daqui de Botucatu. Aliás, é bem cara do nosso grupo. Ser apoiado por uma fábrica de mesa de bilhar. E os caras não são fracos, não. Fabricam, alugam, vendem e fazem manutenção. Eu até estou pensando em alugar uma no fim do ano. Se você também estiver interessado é só visitar a loja deles na Rua João Passos, 1573. Se quiser ligar pra saber os valores anota aí: 3881-0015.

Hoje devem começar a circular os cartazes e no começo da semana que vem a arte dos programas deve estar na gráfica.




Faltam 12 dias para a estréia.

12 de set de 2008

Correria

Como estamos no corre pra estréia de "Mirabelli", nem deu tempo de postar fotos da apresentação da "Ana Rosa" no Circo de Teatro Tubinho antes.



Postarei mais algumas no fotolog da peça. Assim que possível, claro.

Os ensaios de "Mirabelli" estão intensos e a peça está começando a ficar com cara de alguma coisa. O pessoal da Oficina de Trilha Sonora e Sonoplastia também já está colocando a mão na massa e essa semana até já saiu um tema musical para a peça.

Faltam 18 dias para a estréia.

3 de set de 2008

ANA ROSA E OFICINAS

Hoje tem "Ana Rosa" e "Eu sei de tudo!" no Circo do Tubinho!


Daqui a pouco gravamos uma matéria para o Jornal da Record que deve ir ao ar às 19 horas, logo antes da apresentação.

E a Oficina de Trilha Sonora e Sonoplastia começou ontem. Ainda dá tempo de participar. É só entrar em contato ou aparecer lá na Espaço Cultural terça que vem, dia 9.