14 de nov. de 2008

Teatro, boteco e música

A estréia do ciclo de leituras foi um sucesso.

Erick de Barros abrindo a noite com a leitura do poema "Ela veio da Paraíba com 2 libras" de Mário Bortolotto

Só não tem mais fotos por enquanto porque a Biu ainda não me passou. Tem até uns vídeos. Assim que chegarem eu posto.

E na próxima terça continua, desta vez com "Algo no jeito como ela se move" do Paulo F.

A PEÇA
Ricardo acabou de se descobrir apaixonado por Sky, que tem um segredo e prefere não se envolver com ninguém. Edgard e Amanda vivem reclamando de não conseguirem alguém de quem gostar, mas não percebem que são feitos um para o outro. Dee e Mila estão sempre prontos para ajudar todos os amigos. Todos são fãs do livro de Fitz, que acha que é o dono do mundo. Ao contrário de Manches, que já vagou pelo mundo, mas não consegue terminar de escrever sua primeira obra. E enquanto Edgard e Amanda tentam encontra a pessoa certa, Mila descobre que é mais agradável ter um escritor como Fitz na sua estante do que na sua sala de estar, Dee vai colocar a trilha sonora, Ricardo vai tentar descobrir o que é que tanto o encanta numa garota problema como Sky e Manches, de trás do seu balcão, vai observar a tudo lembrando da época em que o amor era tão fácil e delicioso como uma bebida gelada numa noite quente.
Algo no jeito como ela se move é uma comédia romântica, uma canção de amor para corações que, apesar de despedaçados e pisoteados, têm no fundo um misto de esperança e medo que os faz seguir em busca desse ideal onírico mais conhecido como amor. Jovens que perambulam por ruas mal iluminadas na madrugada de São Paulo em busca de algo que os arremesse para longe do ideal de sucesso, realização, dinheiro e bem-estar — ideais tão utópicos que deixam na mente daqueles que ainda estão despertando para a vida uma assustadora sensação de impotência e confusão. Caminhando por ruas infectadas de podridões, indecências e transgressões, escond em em seus interiores um afeto, umam elancolia e uma doçura que somos incapazes de entender.
Algo no jeito desses jovens viverem, procurando qualquer coisa que os deixem atrelados ao chão, comprando referências que moldem suas personalidades em lojas de discos, lotando cinemas alternativos em busca de um sentido para viver. O bombardeio de numerosas culturas estrangeiras, a liberação sexual grande demais para se entender, a cultura dos bares, dos clubes, a rapidez dos amores e a velocidade estroboscópica de sua experiências é o principal centro de atenção dessa peça. Uma história sem intenção de denúncia, sem julgamento de valores, apresentando-se como uma crônica de uma geração que, mesmo com suas câmeras digitais, blogs e fotologs, não está preocupada em deixar sua existência registrada, pois o mais importante é viver e experimentar, apesar de todos os riscos, transpondo todas as fronteiras.
Os personagens são jovens reais, de 18 a 25 anos. Jovens em corpo e espírito: impetuosos, boêmios, românticos, que estudam, trabalham, vivem amores, desilusões, procuram respostas ou simplesmente se deixam achar por elas. Não são vítimas nem culpados, nem bons nem maus. São pessoas reais, crianças nos corpos de adultos, sendo obrigados a sobreviver e encontrar um caminho, a levantar a cabeça acima do mar de mediocridade que insiste em tragá-los, buscando um último respiro de liberdade antes que o afogamento seja inevitável.

SOBRE O AUTOR E SEU GRUPO
Paulo F. nasceu em São Paulo em 1980, escreveu diversas peças teatrais, roteiros, contos e um romance. É formado em Roteiro e Produção Editorial pela Anhembi-Morumbi. É um dos idealizadores da revista MURO - www.revistamuro.kit.net. Lançou, em 2005, o livro de contos "Sobre o Infinitivo”. Mantém no ar o blog pediadeus.blogspot.com
A MURO companhia teatral surgiu em 2006, na contramão da atual produção teatral dita "alternativa" em São Paulo. O grupo busca um teatro de fácil assimilação, a preços populares, abrindo caminhos para a nova dramaturgia contemporânea e proporcionando momentos de diversão, entretenimento e reflexão para crianças, jovens e adultos que não têm o hábito de freqüentar teatros.
O espetáculo de estréia da companhia, “Algo no Jeito Como Ela se Move” de Paulo F., foi contemplado pelo Programa VAI da Prefeitura de São Paulo, em 2007. Em 2008, mais dois espetáculos já foram produzidos: o infantil “O Livro dos Sonhos”, apresentado dentro da Semana Britânica da Cultura Inglesa, em setembro; e “São de Cera as Luzes da Cidade” de Paulo F., comédia dramática e musical inspirada nas canções do músico gaúcho Nei Lisboa, que cumpriu temporada no Teatro Ruth Escobar de 12 de setembro a 02 de novembro do mesmo ano. Mais dois projetos da Cia estão em andamento: “Sobre como não aprendi a voar”, texto e direção de Paulo F., e “Desertos”, com texto de Paulo F. e direção de Mário Bortolotto, ambos previstos para 2009.


NOTÍVAGOS DRAMÁTICOS!

“Algo no jeito como ela se move”, de Paulo F.
Terça, 18 de novembro, 20:30hs
Bar Valentino
Rua Costa Leite, 1439
ENTRADA FRANCA!

Um comentário:

IsABela araÚjo siLVA disse...

e eu aqui, acompanhando tudo de longe, morrendo de vontade de estar bem pertinho.